Quais as características de um discípulo?

Ser discípulo é querer crescer, somente aquele que descobre a alegria e o excitamento de crescer está preparado para liderar o povo de Deus. Crescer é estar aberto a novos lugares, novas experiências e novos desafios. Ser um discípulo significa muitas vezes ficar sozinho, ter uma pequena fé, sentir medo ou dúvidas, mesmo assim seguir em frente sem desistir apesar do medo.

Você já passou por alguma dessas fases?

É ter fraquezas, sabendo que nelas o poder de Deus aperfeiçoa-se, ser livre, mas tornar-se escravo de todos, aprender a servir e amar o próximo como a você mesmo.

É viver numa fronteira, numa corda bamba, andando por um fio, entre a vitória e a derrota, entre o sucesso e a queda.

Viver uma criativa tensão entre fé e medo, entre crer e não crer,  muitas vezes dizer: “Se possível passa de mim este cálice”.

Qual deve ser a atitude do discípulo durante as crises?

É na crise que surgem nossos velhos fantasmas e problemas, entretanto, Deus faz nascer novas oportunidades e nos revela passos para adiante, fazendo com que vivamos no presente Seu futuro reino, é trazer o que não existe para o agora e para o já!

É ter um estilo de vida tal, que uns respeitam, outros critiquem e muitos outros querem imitar.

Ser um discípulo é viver com um Deus criativo, que cada dia faz acontecer algo novo, de tal modo que nos é impossível relatar todas as nossas experiências.

É ter a experiência do ontem, mas viver um novo e pleno hoje.

Na presença de Deus existe dinâmica e alegria. Deus é Deus da aventura e do excitamento.

Rotina não existe no dicionário de Deus. Seja discípulo!

 

 

Pastor você é um bom marido?

   Por Pr. Josué Gonçalves

 

Essa declaração parece ser contraditória, porque a maioria das pessoas na igreja vê o pastor como um MARIDO e PAI generoso, educado, gentil, afetuoso, equilibrado, honesto, carinhoso, perdoador, solidário, grato, companheiro, fiel, romântico, presente, protetor, amigo, sensível, cavalheiro e humilde. Resumindo, um homem de Deus. Quantas mulheres ao ouvir o pastor pregando no domingo à noite, disseram para si mesmas: – Como eu gostaria que meu marido fosse assim!

REPUTAÇÃO é o que as pessoas pensam que você é; CARÁTER é aquilo que você realmente É.

Uma pergunta que muitos gostariam de fazer para a esposa e os filhos do pastor, é essa: Como ele (o pastor) é na sua casa? Que nota vocês dariam para ele como marido, pai, cunhado, filho e irmão? Por causa do meu trabalho como terapeuta familiar, com freqüência sou procurado por esposas e filhos de pastores que buscam um conselho em relação aos problemas de relacionamento em casa.

É claro que não posso generalizar, conheço muitos pastores que têm um bom relacionamento familiar e um casamento dentro do razoável. O que me preocupa, é que aumenta a cada dia o número de pastores que se vêem obrigados a viver uma vida conjugal de fachada, mostrando um “casamento equilibrado” que na verdade não existe, usando sempre um verniz religioso, disfarçando certa piedade, só para não perder o “seu ganha pão”, que é o ministério.

Essa afirmação não é uma conjectura, mas uma realidade constatada a partir da confissão de esposas de pastores nas cartas, e-mails, aconselhamento e desabafos entre amigas.

 Vamos conhecer algumas dessas confissões:

∙ Preferia ser apenas uma ovelha dele, nunca esposa.

∙ Ele dá tudo de si para a igreja e nunca sobra o suficiente para suprir as minhas necessidades. Eu sou a ovelha mais carente da igreja.

∙ Já ouvi dele, se não fosse o meu ministério, já teria me separado de você.

∙ Ele nunca prega sobre relacionamento, por que o nosso casamento é um fracasso.

∙ Se a igreja soubesse quem ele é dentro de casa, não o aceitaria como pastor.

∙ Meus filhos não vão à igreja por causa da hipocrisia do pai. Ele prega aquilo que não vive.

∙ Meu marido-pastor não pode ver um “rabo de saia”, cobiça mulheres na minha frente.

∙ Estou cansada de ouvir dele: Eu não te amo mais…

∙ Já ficamos mais de um mês sem conversar dentro de casa.

. Já passamos três meses dormindo em camas separadas.

∙ Ele já me agrediu fisicamente antes de sair para a igreja onde iria dirigir um culto de oração.

∙ Nós não temos vida sexual já faz seis meses.

Por pior que seja a esposa, nada justifica essas atitudes e palavras que revelam um coração que não tem nada a ver com o coração de um autêntico pastor. Aqueles que se dizem pastor e não praticam os princípios básicos do Evangelho, manifestando dupla personalidade e séria deformidade de caráter, a Bíblia os define como: “…manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas”. (Jd 12,13)

  O apóstolo Paulo ao instruir Timóteo sobre as viúvas que podiam assistir sua família, mas negligenciava esse cuidado, disse: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel“. (1 Tm 5.8) Infelizmente, muitos líderes que deveriam ser o exemplo dos fiéis, têm se comportado dentro da sua família de forma escandalosa para o Evangelho.

 O que Jesus disse em Mateus 16.26 deve soar todos as dias como uma grande advertência para todos os pastores: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” Fazendo uma aplicação dentro daquilo que estamos considerando, poderíamos construir este texto assim: “o que adianta o pastor ganhar o mundo inteiro e perder a sua família?

 Se porventura o pastor que está lendo este texto, entender que esse é o seu problema, o caminho para qualquer mudança continua sendo o arrependimento.

 Nunca é tarde para reconhecer o buscar cura em Deus, onde a graça continua fluindo do seu coração.

Minha oração de todos os dias é essa: “Senhor, não deixe faltar temor em meu coração e continue o processo de cura e libertação em minha vida. Eu quero a cada dia melhorar um pouco mais.

Faz de mim um obreiro aprovado. Um pastor que não tem do que se envergonhar diante da família e da igreja. Em nome de Jesus amém!”.

 

Líder você está disposto?

Por Josué Gonçalves

Liderar é uma arte e para isso o líder tem que estar disposto a renunciar às suas vontades, muitas vezes, para atingir o propósito estabelecido por Deus.   Mesmo não sendo fácil vamos analisar 7 erros que um líder não pode cometer. Isso vai ajudar nesta reflexão tão importante.

Vamos aos erros que não devem ser cometidos:

1) PERMITIR QUE OS APLAUSOS DO SUCESSO O IMPEÇAM DE CONTINUAR OUVINDO A VOZ DE DEUS. (Ap 3.14-22)

Quando o líder perde a sensibilidade para ouvir a voz de Deus, a tendência é se tornar um “profissional do púlpito” disfarçando uma espiritualidade e santidade que não tem, porque o orgulho provocou essa surdez no líder da igreja de Laodicéia (Ap 3). O orgulho é como uma infecção no ouvido do coração.

2) DEIXAR DE PRESTAR CONTAS (Hb 13.17).

Nada é mais perigoso do que viver sem ser supervisionado. Uma vida não supervisionada não é vivida com responsabilidade, portanto, a prestação de contas protege a integridade do líder. Líderes que prestam contas, vivem de forma responsável diante de Deus e dos homens.

3) PENSAR QUE A VIDA É FEITA SÓ DE TRABALHO (Mc 6.31).

O ativismo é um mau aplacador de consciência. Lembre-se, uma mente cansada não produz com qualidade e se torna vulnerável diante dos ataques do maligno. A principal causa do excesso de trabalho do líder, é a falta de limites. Quem nunca diz “não”,  entrega o controle de sua vida nas mãos dos outros, paga dívida que não fez além de se tornar um escravo da sua insensatez. O líder não deve sacrificar o importante no lugar do urgente. Tire férias, respeite o princípio da “pausa”, do “sábado”.

4) QUERER LIDERAR OS OUTROS SEM SER LÍDER DE SI MESMO (1 Tm 4.16).

O apóstolo Paulo disse a Timóteo, “Tem cuidado de si mesmo…”. Antes de liderar os outros, o líder deve ser líder de si mesmo, e isto tem a ver com domínio próprio sobre os impulsos, desejos, temperamento, emoções etc. Nenhum homem é livre se não aprendeu a governar a si mesmo.

5) PENSAR QUE É POSSÍVEL FLERTAR COM O PECADO E SAIR ILESO (2 Tm 2.22).

Sansão brincou de se deixar amarrar e amarrado ficou. Todos os líderes que conheço que brincaram com o pecado, saíram manchados, queimados, empobrecidos e vencidos. Gosto da frase do meu amigo Pastor Altamir: “Quem não quer perder para o pecado, não deve subir no ringue para competir com ele. “Lembre-se, o pecado sempre o levará para mais longe do que você imagina, cobrará um preço mais alto do que você está disposto a pagar. Não flerte com o pecado.

6) PASTOREAR A IGREJA E NÃO PASTOREAR A FAMÍLIA (1 Tm 3.12)

A liderança de um pastor é aprovada ou reprovada dentro da sua própria casa. O apóstolo Paulo foi radical quanto a isso quando disse, o homem chamado e vocacionado precisa governar bem a sua própria casa para estar apto a dirigir a casa de Deus (1 Tm 3). Sem uma família estruturada, qualquer pastor tem sua liderança questionada.

7) NÃO LEVAR A SÉRIO O PRINCÍPIO DA HONRA (Ef 6.1,2).

A mesma honra que a Bíblia exige dos filhos em relação aos pais, é exigida na relação dos liderados e líderes. O que produz a semente da honra? Longevidade e prosperidade. Deus não tem prazer na vida de um líder que não pratica o princípio da honra. Quem planta desonra, colhe vergonha.