Você está chegando ao esgotamento?

É uma condição que pode atacar qualquer um de nós, basicamente significa que nos desgastamos pelo esforço excessivo de atingir algumas expectativas irrealistas impostas sobre nós, por nós mesmos ou pelos valores da sociedade.

A pessoa que está experimentando esgotamento é “alguém num estado de fadiga ou frustração ocasionado por devoção a uma causa, modo de vida ou um relacionamento que deixou de produzir a recompensa esperada”.

Quais as reações de uma pessoa esgotada?

Algumas pessoas que estão esgotadas ficam com raiva da família, dos amigos e dos patrões.

Essa é uma raiva que está ardendo logo abaixo da superfície, pronta para ferver e transbordar à menor provocação.

Outra reação da pessoa esgotada é a impressão de que nada mais lhe resta. É como se estivesse fugindo da própria vida.

Ela desiste de tudo, alegando que nada pode ser feito e que a bagunça toda não tem jeito mesmo.

Por não fazer nada, ela prejudica os outros, sua energia, integridade, amor e cuidado.

Esgotamento é quando você está com o tanque vazio.

Uma das causas principais do esgotamento é a falsa expectativa.

Expectativas irrealistas, sobre a vida, pessoas ou uma ocupação podem levar ao esgotamento.

Algumas mulheres focalizam o alvo que desejam atingir, sem levar em consideração a luta envolvida no processo de chegar lá.

Outra faceta das expectativas irrealistas é a crença de que “isso não pode acontecer comigo”.

Outras pessoas fracassam, mas eu não. Outras pessoas se esgotam, mas eu não, é mentira.

O que pode ser feito para vencer o esgotamento?

  •  Avalie suas metas, quais são e que propósito têm?
  •  Avalie suas expectativas. Liste-as e descubra quais são realistas e quais não são.
  •  Identifique as horas de tensão em sua vida.
  •  Esteja disposta a correr o risco de aproximar-se dos outros. Deixe que outros a ajudem a carregar sua responsabilidade.
  •  Aprenda pelo menos uma técnica de relaxamento e pratique-a com regularidade. Isso ajuda a descansar componentes críticos do sistema de emergência do seu corpo.
  •  Equilibre sua vida fazendo exercícios regularmente. Um bom condicionamento físico fortalece o sistema imunológico e aumenta as endorfinas, que são os calmantes naturais do cérebro.
  •  Descanse o suficiente, permita-se dormir o suficiente, ao contrário do que nos ensinaram numa geração anterior, a maioria de nós precisa dormir mais do que de fato dorme. O estímulo da adrenalina reduz nossa necessidade de sono – mas é uma arapuca, porque no fim pagamos o preço disso.
  •   Aprenda a ser flexível. Somente o evangelho é imutável. Suas ideias e prioridades talvez precisem mudar.
  • A flexibilidade reduz a probabilidade de frustração.
  •  Vá mais devagar. Lembre-se, Deus nunca está com pressa. A “pressa” é uma característica humana causada por planejamento inadequado e má administração do tempo. A pressa aumenta o “desgaste” do nosso corpo e mente e aumenta a produção destrutiva da adrenalina.
  •  Preste atenção aos pequenos aborrecimentos. eles têm mais probabilidade de matá-la do que os grandes. As pequenas irritações do dia a dia são as mais letais.
  •  Foque seu trabalho e use o tempo para coisas essenciais. Reduza as redundâncias, elimine as atividades desnecessárias, evite coisas que exigirão demais de você e aprenda a dizer não bondosamente, sem ofender e sem experimentar uma sensação de culpa.
  • Permaneça em contato com a realidade. Não consinta que suas ambições extrapole os limites de suas capacidades.
  •  Evite condições de impotência; assuma o controle e implemente uma estratégia para enfrentar qualquer coisa, por mais insignificante que seja.
  •  Se você não puder solucionar uma área importante de conflito de sua vida, deixe-a. Passe adiante, se necessário. As noções de sermos super-humanos nos mantêm em severas situações de conflito.

 

Escrito por: H. Norman Wright

Editora: Bompastor

 

Depressão o mal do século

A depressão tem se constituído num problema de saúde pública, está se amplificando de forma devastadora com repercussões severas levando vários transtornos à vida familiar.

Além desses aspectos preocupantes, tem um custo elevado para o indivíduo e a sociedade, que é agravado pelas precárias condições de assistência aos portadores de depressão; exceção feita aos centros de referência que são os hospitais universitários.

Como lidar com o diagnóstico de depressão?

O transtorno emocional é desgastante e se caracteriza por oscilações do humor, incapacidade na vida profissional e redução do envolvimento na área afetiva e sexual.

O risco de depressão em mulheres é de 20 a 25% e nos homens é de 10 a 12%.

Essa diferença está vinculada a maior mobilidade psicológica e hormonal da mulher,  e pelo fato delas demonstrarem mais facilmente seus sentimentos, independente de que os motivos sejam de alegria ou sofrimento.

O uso de anticoncepcionais, os períodos pré-menstruais e a menopausa parecem contribuir para o desencadeamento de episódios depressivos.

Os homens se mostram mais resistentes à depressão, no entanto, mostram uma maior evidência de distúrbios cardiovasculares e daí morrerem 6 a 8 anos mais prematuramente que as mulheres.

A depressão pode incidir já na adolescência, mas é entre 40 e 60 anos a sua maior incidência no ser humano.

E então o que fazer com pessoas depressivas?

Nessa fase da vida os problemas de ordem profissional, a maior clareza das frustrações ou distúrbios na vida amorosa agravam os estados depressivos.

O comportamento sexual se mostra muito sensível a esses fatores estressantes e depressivos.

A redução do desejo sexual é a queixa mais constante nos consultórios de médicos e psicólogos.

O humor deprimido quase todos os dias, por um período de 15 a 30 dias é identificado pela sensação de vazio, tristeza e facilidade de choro, juntamente com a perda do interesse ou vibração pelas atividades do cotidiano, são características do quadro depressivo.

Pode vir acompanhado por sintomas físicos: mal estar geral, cansaço, alterações do sono e do apetite, além de desinteresse sexual.

O homem ou a mulher deprimida, evita ou foge do contato físico e das habituais carícias.

A atividade sexual é pouco frequente e dificilmente a mulher sente prazer, já nos homens  as falhas de ereção ou descontrole ejaculatório podem ocorrer com mais frequência.

Essas disfunções sexuais, incidem em quase 50% da população de homens e mulheres.

Esses índices preocupantes são encontrados nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Japão, e também no Brasil, pelas pesquisas realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz.

O uso de antidepressivo pode piorar esses distúrbios sexuais, e isso requer maior atenção do médico que deve alertar da possível queda do rendimento sexual.

Nesse período o casal deve valorizar mais as trocas afetivas e sensuais e deixar de lado, no primeiro mês de tratamento, a obrigatoriedade ou preocupação com o ato sexual em si.

Com a melhora do quadro depressivo e a valorização do contato afetivo, o desejo vai sendo retomado e gradualmente o casal passa a se relacionar sexualmente é uma questão de tempo.

Isso sempre beneficia o casal, a relação entre o casal deve ser mantida sempre  com muito diálogo e sinceridade, buscar auxílio e tratamento é o caminho para o começo da cura.

Pense com carinho com seu cônjuge.