Compartilhe!

O que fazer quando a mulher sente dores durante a relação sexual?

Gostaria de chamar atenção de alguns líderes e de pais religiosos que, na maneira que encontram de evitar a iniciação sexual precoce de suas filhas, as estão apavorando, demonizando o sexo, e criando mulheres disfuncionais sexualmente. Quando essas mulheres se casam acabam negando ter relações com seus maridos, não porque querem, mas porque não conseguem devido aos conceitos negativos e falsos que receberam em relação ao sexo.

A Palavra de Deus nos outorga uma missão maravilhosa de educarmos nossos filhos e filhas em sabedoria e em verdade, tudo que passar disso é manipulação e distorção da Palavra.

Como educar os filhos a terem domínio próprio, seja quanto ao instinto, aos desejos ou aos ímpetos, fora ou dentro do casamento?

Bem sabemos que o domínio próprio é fruto do Espírito, então essa educação deve consistir primeiramente a ajudá-los a ter intimidade com Deus, para que nossos filhos aprendam a amar e a respeitar a Deus, dependerá de ensinarmos a Palavra, orarmos muito e sermos exemplo.

Pais, permitam que seus filhos percebam, através do comportamento do casal, que vocês não são somente “irmãos” ou amigos, mas principalmente homem e mulher enamorados, que se amam, se respeitam e são sexuados e bem resolvidos. Com este exemplo, e desenvolvendo a intimidade deles com Deus e sua Palavra (não falo aqui de ativismo na igreja), aprenderão sobre sexo à luz da Bíblia. Não deixem que aprendam na rua, ou através da mídia, pois estes meios fazem apologia ao sexo egoísta e promíscuo.

Por outro lado, não permitam que sejam vítimas dos excessos moralista, do falso pudor e de paradigmas que na verdade sempre associam a ideia de sexo com pecado e punição.  Gerações educando gerações com valores de uma cultura machista que persiste através da história, que se infiltrou e se enraizou nas igrejas através do tempo, mas que nada tem a ver com a Palavra de Deus.

Você sabia que a mulher pode ter algum tipo de disfunção sexual?

Vaginismo: também chamado de Transtorno da Dor gênito-pélvica/ Penetração, é uma disfunção sexual feminina que provoca a contração involuntária (não intencional) dos músculos do assoalho pélvico tornando dolorosa ou impossível a penetração, quer seja durante a relação sexual e/ou na introdução de absorvente interno, espéculo vaginal, aplicador de pomada, entre outros objetos, mesmo que a mulher tenha o desejo em realizá-lo.

Essa contração muscular excessiva é uma reação defensiva do corpo em situações consideradas inconscientemente ameaçadoras ou em resposta a um estímulo de dor. Dispaurenia: significa dor na relação. Diferente do vaginismo, a mulher consegue a penetração, porém sente muita dor pélvica, o que faz ocorrer a suspensão do ato sexual. A dor pode estar relacionada a doenças vaginais, corrimentos, cistites, cistos de ovários, doenças inflamatórias pélvicas, endometriose, miomas e varizes pélvicas.

Quais as possíveis causas?

A causa pode ser de origem emocional, seja pelos motivos explanados para o vaginismo, ou pode surgir ocasionada pelas seguidas frustrações no desfecho do ato sexual, quando a mulher não obtém o alívio sexual após a excitação. Para confirmação do diagnóstico é necessário um exame ginecológico, de ultrassom pélvico, e avaliação do fluxo vaginal.

As causas físicas são tratáveis e permitem que as relações sexuais voltem a ser prazerosas. Se a causa for psicológica ou de desempenho sexual, então são sugeridas psicoterapia e terapia sexual para resolver tal distúrbio, o vaginismo pode afetar mulheres de diferentes maneiras.

Há casos de pacientes que conseguem realizar exames ginecológicos, mas não são capazes de ter relações sexuais, outras têm relações somente com penetração parcial e relatam dor, sensação de ardência e/ou queimação.

Existem ainda casos mais severos com pacientes que se mantêm virgens por muitos anos e após o casamento apresentam incapacidade de permitir a penetração. A dificuldade é constante e recorrente, podendo ocorrer em uma situação e não obrigatoriamente nas demais. Portanto,  mulher cuide do seu bem estar e da sua saúde emocional e física, ao menor sintoma de dor procure um médico ginecologista, procure o tratamento adequado para seus sintomas, não desista existem possibilidades de ter uma vida sexual normal.


Josué Gonçalves


Compartilhe!
Colabore!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *
You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>