A origem do universo: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

O texto que abre a revelação especial de Deus trata da origem do universo. O escritor sagrado não discute a existência de Deus, apenas a afirma. Deus é incausado. Ele é o Pai da Eternidade e a origem de todas as coisas. Dele tudo dimana. O universo vastíssimo e insondável é obra de suas mãos. Quando o universo ainda não tinha vindo à existência, ele já existia. Ele precede ao tempo e à criação. Três verdades solenes podem ser observadas no versículo em epígrafe.

Em primeiro lugar, quando o universo surgiu. “No princípio…”.

O universo teve um princípio. Quando Deus abriu as cortinas da eternidade e deu o ponta pé inicial no tempo, ele começou a história criando, e criando o universo. Antes do princípio só Deus existia e existia em luz inacessível.

Nos refolhos da eternidade, somente o Pai, o Filho e o Espírito viviam, desde sempre, em plena harmonia e felicidade. Quando alguém pergunta quem criou Deus, respondemos: “Ninguém! Ele não foi criado, ele é o criador”.

Quando alguém pergunta quando o universo passou a existir, respondemos: “Ele não passou a existir, ele é o Pai da eternidade”.

Deus é auto-existente. A vida estava nele e tudo o que existe, existe porque ele, no princípio, trouxe à existência. Antes do princípio o universo apenas dormia na mente de Deus. Antes do princípio, ele planejou todas as coisas, tanto nossa redenção como nossa criação. Deus é a origem e o fim de todas as coisas. Ele é o Alfa e o Ômega.

Em segundo lugar, como o universo surgiu. “… criou Deus…”. Quando o relógio marcou o primeiro instante da história, Deus inicia criando. Durante seis dias, ele criou todas as coisas, livre e soberanamente, para o louvor de sua glória e para o deleite de seus filhos.

A matéria não é eterna como pensavam os gregos. Outrossim, o universo não surgiu espontaneamente. A teoria da geração espontânea não está calçada com a verdade. O universo foi feito de matéria e energia. Matéria e energia não criam a si mesmas.

O universo é governado por leis.

Leis não criam a si mesmas. Alguém maior do que a matéria, independente da matéria, criou o universo e estabeleceu leis para governá-lo. Ainda, o  universo não foi resultado de uma grande explosão cósmica. Não estamos no planeta terra por um acaso. Estamos rigorosamente onde deveríamos estar. Se estivéssemos mais perto do sol morreríamos queimados. Se estivéssemos mais longe do sol morreríamos congelados. Não foi uma explosão que nos deixou onde estamos, mas as mãos do criador.

A teologia do Big Bang não tem amparo na verdade. De igual modo, o universo não surgiu de uma evolução de milhões e milhões de anos. A teoria da evolução tem sido ensinada como uma verdade científica, mas falta-lhe a evidência das provas. O universo foi criado.

O criacionismo não é artigo de fé, mas de ciência. Que o universo foi criado, a ciência prova. O que aceitamos pela fé é que o universo criado, foi criado por Deus.

Em terceiro lugar, quão vasto é o universo criado. “… criou Deus os céus e a terra”.

O universo abrange os céus e a terra. Os céus apontam para todo o vasto cosmos. São bilhões de mundos estelares. São incontáveis galáxias mergulhadas nesse vasto horizonte. Os cientistas dizem que o universo tem mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro.

Se voássemos à velocidade da luz, trezentos mil quilômetros por segundo, demoraríamos mais de noventa e três bilhões de anos para ir de uma extremidade à outra do universo. Oh, tudo isso foi criado por Deus, pela palavra do seu poder. A despeito de todas as teorias inventadas pelos homens para explicar a origem da universo, ficamos com a revelação das Escrituras: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Isso nos basta!

 

Como viver uma vida financeira estabilizada e sem ansiedade?

Na primeira metade de Mateus 6 (1-18) Jesus descreve a vida particular do cristão NO LUGAR SECRETO (dando, orando e jejuando); na segunda parte (19-34). Ele trata dos nossos negócios públicos no mundo (questões do dinheiro, de propriedades, de alimento, roupa e ambição). Ou seja, Cristo descreve a vida RELIGIOSA E SECULAR do cristão, mostrando que ambas são santas e dependentes de Deus.

Deus está interessado em nossa vida PARTICULAR E PÚBLICA, RELIGIOSA E SECULAR.

Ouvimos os mesmos insistentes convites de Jesus, nas duas esferas:

1) O chamado para sermos diferentes da hipocrisia do religioso (1-18) e agora,

2) Diferentes do materialismo do irreligioso (19-34). Cristo agora nos incita a renunciar o sistema de valores dos gentios (v. 32).

Cristo coloca alternativas diante de nós em cada estágio: HÁ DOIS TESOUROS (na terra e no céu 19-21); DUAS CONDIÇÕES FÍSICAS (trevas e luz 22,23); DOIS SENHORES (Deus e as riquezas 24) e DUAS PREOCUPAÇÕES (nosso corpo e o Reino de Deus 25-34). E não podemos por os pés em duas canoas.

Jesus nos mostra que a ganância, que a acumulação egoísta é pecaminosa. Que não podemos fazer do dinheiro, da riqueza a razão do nosso viver.

Devemos investir nossa vida em algo que não acaba. A riqueza é temporal, é passageira. Não vamos levá-la.

É preciso ter tesouro no céu. Buscar o que é eterno. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus.

Quando optamos pelo tesouro celeste em vez dos tesouros da terra; quando seguimos a luz e não as trevas; quando optamos por servir a Deus e não a Mamom, então estaremos prontos a entender: BUSCAI, POIS, EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS…Se sirvo a Deus, buscarei o seu reino e entregarei a Ele minhas necessidades.

Jesus está dizendo que todos os homens buscam alguma coisa, pela qual viver; alguma coisa sobre a qual colocar o coração e a mente.

Jesus mostra aos seus discípulos que eles devem buscar o Reino de Deus e não as coisas materiais como objetivo maior da vida. Três vezes Ele ordena NÃO FIQUEIS ANSIOSOS (v. 25,31,34). A preocupação básica do homem é v. 31. ESTA É A TRINDADE DOS CUIDADOS DO MUNDO (Spurgeon). Porque os gentios é que se preocupam com todas essas coisas (v. 32).

Basta olhar para a propaganda da Televisão, rádio, jornal e veremos uma vívida ilustração moderna do que Jesus ensinou há 2 mil anos. Do começo ao fim, os apelos são: preocupar-se com o bem-estar do corpo: como alimentá-lo, vesti-lo, aquecê-lo, refrescá-lo, relaxá-lo, entretê-lo, enfeitá-lo e estimulá-lo = CONSUMISMO E MATERIALISMO.

Jesus de forma alguma negou ou desprezou as necessidades do corpo. Ele ensinou-nos a orar O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. Mas hoje o mundo está adotando um conceito reducionista, degradando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único e último objetivo da vida.

Jesus de forma alguma está proibindo a previdência = A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construindo ninhos, alimentando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno.

O que Jesus proíbe não é a providência, mas a PREOCUPAÇÃO ANSIOSA.

I. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A FÉ CRISTÃ – v. 25-30

No verso 30 o Senhor chama os ansiosos de HOMENS DE PEQUENA FÉ. Vejamos alguns argumentos contra a ansiedade:

1. Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida, nos dará alimento e veste – v. 25 = Deus é o responsável pela nossa vida, e pelo nosso corpo. E estes são mais importantes que o alimento e as vestes. Pois bem, se Deus já cuida do maior (nossa vida e nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)

2. Do menor para o maior. As aves como exemplo – v. 26 = Aqui Jesus mostra o cuidado divino em alimentar seus discípulos. Os pássaros não semeiam, não colhem, não armazenam, mas Deus os alimenta. Eles não ficam desesperados, ansiosos, inquietos e fatigados.

Disse Martinho Lutero: JESUS ESTÁ FAZENDO DAS AVES NOSSOS PROFESSORES E MESTRES. O MAIS FRÁGIL PARDAL SE TRANSFORMA EM TEÓLOGO E PREGADOR PARA O MAIS SÁBIO DOS HOMENS, DIZENDO: EU PREFIRO ESTAR NA COZINHA DO SENHOR. ELE FEZ TODAS AS COISAS.

SABE DAS MINHAS NECESSIDADES E ME SUSTENTA. Se Deus cuida de suas pequenas criaturas, Ele também cuidará de seus filhos. QUAL É O PAI QUE SE O FILHO LHE PEDIR UM PEIXE LHE DARÁ UMA COBRA, OU SE PEDIR UM PÃO LHE DARÁ UMA PEDRA?

3. A preocupação é inútil – v. 27 = Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação segundo Jesus, que já conhecia todos os meandros da medicina psicossomática, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. Assim como deixamos essas coisas ao cuidado de Deus (pois certamente estão fora do nosso alcance) devemos deixar também as coisas menores como alimento e roupa (I Pe 5.7).

4. As flores como exemplo – v. 28-30 = As flores, os lírios, as papoulas silvestres que não trabalham e não fiam, que têm a vida curta se secam e são jogadas no fogo são vestidas com glória e nobreza régia, assim Jesus fiz para seus discípulos que nosso Pai providenciará para nós as vestes.

II. EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS

1. Os crentes, os discípulos não estão isentos de ganhar sua própria vida = Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar “Se alguém não quer trabalhar também não coma.” Cristo usou o exemplo dos pássaros. Ele conhecia os hábitos alimentares dos pássaros: Uns comem sementes, outros peixes, outros são insetívoros, outros predadores. Deus os alimenta a todos, providenciando na natureza os recursos para que eles se alimentem.

AS PLANTAS extraem do sol e do solo o seu sustento. Deus também nos supre, mas precisamos cooperar com nosso trabalho.

2. Os discípulos não estão isentos da responsabilidade com os outros = Se Deus promete alimentar os seus filhos, porque há tanta gente subnutrida e mal vestida? A razão mais óbvia deste grave problema não é a falta da provisão divina, mas uma injusta distribuição por parte do homem. A verdade é que Deus forneceu recursos amplos na terra e no mar, mas o homem açambarca, desperdiça ou estraga esses recursos e não os distribui.

Nesse mesmo Evangelho de Mateus, onde Jesus diz que o Nosso Pai Celeste nos alimenta, diz que devemos alimentar os famintos e vestir os nus.

3. Os discípulos não estão isentos de dificuldades = Estar livre de preocupações e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Cristo nos manda deixar de lado a ansiedade, mas não promete que seremos imunes a todos os infortúnios. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, Ele não nos isenta das aflições e apertos, inclusive financeiros. Enfrentamos dissabores, tristezas, angústias, perigos, mas todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

III. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A VIDA DE DISCÍPULO – v. 31,32

Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios, dos pagãos, daqueles que não conhecem a providência amorosa de Deus. A ansiedade é desconfiança com respeito a Deus, mas o discípulo pode dizer Rm 8.31,32.

A ambição daquele que não conhece pessoalmente a Deus é fazer da procura das coisas materiais o fim último da vida, mas isto não é compatível com a vida do discípulo.

IV. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM O BOM SENSO – v. 34 

Toda preocupação é sobre o amanhã, mas experimentada hoje. Sempre que ficamos ansiosos, ficamos preocupados no momento presente sobre alguma coisa que vai acontecer no futuro. Mas muitas vezes por algo que não chega a acontecer. Sofremos antecipadamente, desnecessariamente.

As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimento, dinheiro, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão. Portanto, a preocupação é uma perda de tempo, de pensamento e de energia nervosa. Precisamos a viver um dia de cada vez.

Devemos, naturalmente planejar o futuro, mas não ficarmos ansiosos quanto a ele. BASTA A CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL.Portanto, porque antecipá-los? Se o fizermos nós os multiplicaremos, pois se nossos temores não se concretizarem, teremos nos preocupado em vão; no caso de se concretizarem, estaremos nos preocupando duas vezes em vez de uma.

V. QUAL DEVE SER A OCUPAÇÃO DO DISCÍPULO PARA NÃO TER UMA VIDA DE PREOCUPAÇÃO?

1. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus = É buscar o governo, o domínio de Jesus em cada coração. É procurar colocar tudo debaixo do governo e controle de Jesus: LAR, CASAMENTO, FAMÍLIA, VIDA PROFISSIONAL, DÍVIDAS, LAZER. É investir a vida em valores eternos. É fazer tudo para a glória de Deus. É evangelizar.

2. Buscar a justiça de Deus = É ser protagonista de justiça de Deus num mundo de tantas injustiças. É se colocar contra a miséria, a exploração, a ganância e o preconceito. Precisamos ser agentes da justiça de Deus na história.

3. Resultados de buscar a Deus em primeiro lugar = “E as demais coisas vos serão acrescentadas” = Deus supre, Deus cuida. Dá paz, alegria, vida abundante e o pão, e as vestes, e tudo o mais. Amém.

No que sua esperança está firmada?

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive.

Quem passa os anos de sua existência na masmorra do desespero, acorrentado pelo medo e subjugado pelas algemas da ansiedade, conhece apenas uma caricatura da vida.

A vida verdadeira é timbrada pela esperança, uma esperança tão robusta que espera até mesmo contra esperança.

Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo amortecido.

Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber.

A promessa de Deus, porém, não havia se caducado.

Contra todas as possibilidades humanas, contra todos os prognósticos da terra, contra todo o bom senso da razão humana, Abraão não duvidou por incredulidade, mas pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus e esperou mesmo contra a esperança, e o milagre aconteceu em sua vida. Isaque nasceu e com ele a esperança de uma descendência numerosa e bendita.

A esperança que não se desespera tem algumas características:

  1. Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa divina. Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu interior, mas naquele que é superior.Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na promessa. Não devemos nos estribar em nossas emoções instáveis, mas na Palavra estável e inabalável daquele que não pode mentir. As promessas de Deus não podem falhar. Ele é fiel para cumprir sua Palavra. Devemos tirar os olhos de nós mesmos e colocá-los em Deus. Dele vem a nossa esperança. Ele é a nossa esperança. Nele podemos confiar.

 

  1. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias. A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher. Sabia que o filho da promessa não seria fruto apenas de um nascimento natural, mas, sobretudo, de uma ação sobrenatural. A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as circunstâncias, contempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias.

 

  1. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções divinas. Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque nasceu. O limite do homem não limita Deus.

 

A impossibilidade do homem não ameaça Deus, pois os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Quando o homem chega ao fim dos seus recursos, Deus ainda tem à sua disposição toda a suprema grandeza do seu poder. Deus faz assim para que coloquemos nele toda a nossa confiança, para que tenhamos nele toda a nossa alegria e para que dediquemos a ele toda a glória devida ao seu nome.

 

As famílias precisam de um avivamento!

O avivamento na família tem sido uma guerra, força hostis e tenebrosas conspiram contra a família , com o firme propósito de desestabilizá-la e destruí-la. Há uma orquestração do inferno para dinamitar os alicerces desta instituição divina. Torpedos mortíferos estão sendo lançados sobre o lar nesta virada de milênio. Crises gigantescas e medonhas desestabilizam a família e a desestruturam.

Tempestades borrascosas assolam-na com desmesurado rigor. A família tem se transformado, muitas vezes, em campo de guerra, em arena de brigas e mágoas e em cenário de decepção, desencanto e traição.

Porque devemos pensar sobre avivamento?

Em muitos lares a alegria da comunhão já morreu, o diálogo acabou, o fogo da devoção a Deus se apagou e o altar do culto doméstico está em ruínas, coberto de cinzas. A família está sendo invadida por valores relativos e mundanos e envelopada pela mídia hedonista que despeja sobre os lares um veneno devastador e mortal.

Muitos casamentos estão naufragando, vitimados pelo acidente trágico do divórcio, causado pela infidelidade, pela decepção e pela falência dos sonhos de uma vida feliz, deixando feridas profundas na vida dos filhos, que vivem o drama de serem filhos órfãos de pais vivos, afastados de seus pais, quando mais precisam deles.

Como avivar a minha família?

Nesse contexto de convulsão social, da falência da virtude, do desbarrancamento da piedade, é necessário buscar a Deus clamar por um avivamento na família, pois cremos que só em Deus está a cura e a restauração para ela. Deus pode pegar um vaso quebrado e fazer dele um vaso novo, pode soprar no vale de ossos secos e levantar daí um exército.

Deus pode curar feridas, restaurar casamentos, converter o coração dos filhos aos pais, derramar amor no coração dos cônjuges, capacitá-los para perdoar e dar-lhes uma nova disposição para investir tudo na restauração da família.

Chamo sua atenção para uma família que foi bombardeada pela fúria de Satanás.

Trata-se da família de Jó. Ele era um homem bem-sucedido. Realizado financeiramente. Tinha uma vida moral ilibada. Era elogiado por Deus. Era um pai extraordinário que tinha boa comunicação com os filhos e orava por eles constantemente as madrugadas. Satanás, porém, questionou a integridade de Jó e permitiu que ele fosse provado.

Satanás atingiu as cinco áreas vitais da sua vida:

– Finanças, filhos (família), saúde, casamento, amizades.

Jó perante todas essas circunstâncias, perdeu tudo o que tinha em um único dia, mesmo em meio a esse caos ele ainda adorou a Deus, ele continuou com seu coração avivado,  sua esposa vendo o  seu estado e em desespero por ter perdido tudo junto com ele,  mandou Jó amaldiçoar Deus e morrer, Jó por sua vez, a chamou de louca.

Por muito menos vemos famílias se acabando, deixando de servir ao Senhor por situações bem irrelevantes se comparada a situação de Jó, mesmo Deus permitindo Satanás tocar nas áreas vitais de Jó o Senhor prometeu restituir tudo o que ele tinha antes, e assim cumpriu como vemos em Jó 42.

Jó nesse tempo todo se manteve na mesma postura de adorador e vemos nele um exemplo de avivamento, ele não precisou de nada consistente e visual, muito pelo contrário teve fé e permaneceu íntegro.

Que possamos cuidar de nossos lares, nossos familiares e ajudá-los  a vencer em meio às dificuldades e que não falte a fé e esperança sobre toda e qualquer circunstância.