Sexo vai além do prazer. Sexo é entrega, descobrimento, e doação. Sexo que só busca o prazer próprio é egoísta, animal, não nasce do amor. O homem é o único ser vivo que faz sexo olhando nos olhos; todos os outros animais fazem sexo por trás sem olhar para a parceira, apenas para satisfazer o cio. Deus, ao criar o ser humano diferente, confere  um significado novo e superior ao sexo.

Ao falar da vida sexual de Adão, a Bíblia afirma que Adão conheceu a Eva (Gênesis 4.1). Sexo é conhecer o outro, encarar sem medo, culpa ou buscando a satisfação que sexo não dá. Felicidade dura muito mais do que os vinte segundos do clímax sexual.

Não afirmo que a vida sexual deve ser monótona ou vazia de novidades. Tudo o  que um casal faça para melhorar sua autoestima e “apimentar” o relacionamento deve ser bem-vinda, é estar em movimento, é descobrir-se a cada dia, é experimentar o novo, e beber o cálice da vida por inteiro, seja ele amargo ou doce. Na vida sexual acontece o mesmo. O casal deve descobrir novas maneiras de provocar e ser provocado. Não dá para ter uma vida sexual sensacional apenas praticando “papai e mamãe”, onde o homem fica por cima e a mulher sempre por baixo.

Porém, Isso não significa que o casal precisa ser devasso, levando um ao outro a praticar e usar objetos que inibem e produzem culpa. Liberdade não é sinônimo de libertinagem. Mas, tudo o que for bom para os dois e não para um só, que não agride a consciência de um dos cônjuges e que não obriga o outro a fazer algo que produza culpa é válido e lícito para trazer ainda maior prazer e liberdade à relação.

Uma vida sexual plena não vem apenas com a procura do prazer ou da auto-afirmação a qualquer custo. É fruto de um relacionamento diário onde impera o amor, o respeito, a renúncia, fidelidade e Onde valores como esses são trocados pela fantasia absurda, pela busca do prazer e não de um relacionamento sem mentira, orgulho e egoísmo nunca haverá felicidade sexual.

 

O que fazer quando você se torna um marido solitário?

O isolamento nem sempre é uma tarefa ruim, maridos e mulheres muitas vezes se sentem sozinhos, porém, as vezes é necessário para ter um tempo a sós com Deus, Jesus tinha o hábito de se isolar para orar, principalmente depois que ele passava o dia em meio a multidão, assim fazia para renovar suas forças, muitas  vezes estamos em meio a multidão, e nos sentimos sozinhos.  Muitas vezes viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio, por isso devemos sempre ter em mente que devemos ter momentos de isolamento, mas não viver em isolamento.

Por que o isolamento acontece?

O isolamento acontece mesmo estando entre pessoas tão íntimas como  pai, mãe, filhos, marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:

A sociedade moderna tem passado a ideia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50. Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente. O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo. Outro fator de isolamento são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas – como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente se separam ou se divorciam.

A grande maioria dos moradores das grandes cidades – mesmo cristãos – raramente conhece seus vizinhos! Todo o moderno sistema de comunicação produzido atualmente pela sociedade tende a eliminar cada vez mais o contato humano: Internet, email, chat, etc.

O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.

Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida. Fiquei impressionado com o que aconteceu recentemente no Japão, quando três empresários japoneses falidos enforcaram-se juntos no mesmo quarto de hotel. Numa sociedade individualista como a nossa, suicídios não acontecem assim! Mas se os japoneses conseguem ser solidários até na morte, será que não podemos aprender, na vida, a compartilhar nossa existência e experiências com outros?

O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento?

1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.

2) Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam e se divertem fazendo juntos.

3) As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação.

4) Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso procurar ajuda espiritual e psicológica. Pastores e psicólogos cristãos são geralmente treinados para oferecer apoio e soluções para casos assim.

Não permita que o isolamento acabe com a alegria do seu casamento. Casados também podem ser felizes, sempre juntos, busque a saída, pois ela existe sim.

Jeremy Glick foi um homem de verdade.  Tudo indica que ele e mais dois passageiros do seu voo de Newark para Los Angeles no dia 11 de Setembro, impediram que
os sequestradores daquele avião causasse um desastre como acontecera em Nova Iorque e Washington.  Numa ligação por telefone celular durante o sequestro, Glick deixou instruções para Lyzbeth sobre como cuidar do resto da vida dela e da sua filhinha de 3 meses.  Explicou que ele e os outros 2 iriam colocar fim ao projeto sinistro, sabendo que iriam morrer, o resto da história só Deus sabe. Jeremy Glick morreu como um homem de verdade.

Enquanto Glick morreu como herói, Deus dá uma tarefa ainda maior para cada homem: não somente morrer pelos seus amados, mas viver por elas.

Nosso mundo define o homem “macho” pelo cigarro que fuma, pelas mulheres que conquistou, pela forma com que resiste às autoridades e afirmam sua “masculinidade”.  Mas Deus tem uma outra definição do varão verdadeiro, o homem de verdade dá sua vida dia após dia pelos outros. Nessa pequena série de estudos sobre “Relacionamentos Saudáveis no Lar Cristão” verificamos o papel da mulher no lar, examinando a pintura que chamamos a “Mona Submissa”.  Hoje entramos na galeria do lar para examinar uma escultura . . . a estátua de um homem verdadeiramente macho que AMA a sua esposa e sua família. Cl 3:19 Homens (maridos) amai as vossas esposas.

Por que Deus deu essa ordem para os homens?

Talvez pela mesma razão que destinou a palavra “submissão” para as mulheres.  Sabia que homens têm uma grande luta na área de autossacrifício e autonegação.  Gênesis 3:16 declarou para a primeira dama, Eva, que um dos resultados da queda seria que “ele (o marido) governará sobre ti”.  Desde então, a tendência masculina tem sido de pisar, esmagar, oprimir e dominar, e não amar sua esposa.
O texto de Colossenses 3:19 descreve, através de contraste, o que o verdadeiro homem faz em relação à sua esposa, e também como não a trata.  Deus, não os produtores de Globo ou Hollywood, define o que é um homem de verdade.  A palavra chave é: amor.

 

Vamos fazer três observações semelhantes ao que dissemos sobre a submissão da mulher.

1)O amor bíblico oferece-se pelo marido, não se exige da esposa.

2)O amor bíblico do marido é uma ordem, não uma opção.

3)O amor bíblico exige uma obra sobrenatural do Espírito Santo, produzindo a vida de Cristo no marido (Efésios 5:18-21).

A escultura do homem que ama necessita  de algumas batidas da talhadeira divina, cada uma esculpindo um pouco mais a masculinidade genuína. Um bom teste para qualquer líder de família seria substituir a palavra “homem” no lugar de “amor” no texto clássico sobre amor bíblico, 1 Coríntios 13.
O homem é paciente, o homem é benigno, o homem não arde em ciúme, o homem não se ufana, não se ensoberbece; o homem não se conduz inconvenientemente; o homem não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; o homem não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; o homem tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Uma bela reflexão sobre esse assunto importantíssimo dentro de qualquer relacionamento, esses princípios e verdades bíblicas são apenas a base para que o relacionamento seja saudável.

O casamento é a convivência real de duas pessoas independentes e diferentes que se uniram com os mesmos propósitos e ideais, o sucesso do matrimônio, depende de busca do consenso, da boa vontade, do diálogo constante e da tolerância, é o desejo de convivência que impõe responsabilidade, para marido e mulher dentro do matrimônio.

Vejamos os deveres mútuos dentro do casamento:

  1. Fidelidade.

Ser fiel nas múltiplas relações matrimoniais e consolidar a própria base da sociedade, a fidelidade não pode se limitar apenas ao sexo, se não é ilusória e morta, o casal deve ser fiel em tudo o que se relaciona ao matrimônio; convivência social, sexo, educação dos filhos, religião, profissão, finanças, alegrias e tristeza.

  1. Afeição.

O lar deve ser uma central terapêutica de amor, o amor pode crescer ou definhar, depende dos dois, preste atenção, o amor é como um jardim, se você não cultiva, se você não rega, se você não cuida ele morre, o amor é como uma fogueira acessa, a um versículo em provérbios que diz “Sem lenha o fogo se apaga” por isso o amor precisa ser nutrido, alimentado.

  1. Cooperação

Você sabe o que significa cooperar? Significa operar junto. Cooperação é o terceiro pilar significativo para o bom funcionamento da relação de casal. O cônjuge sozinho não pode garantir o bom funcionamento do matrimônio, nenhum outro relacionamento deve separar o casal, mas sim unir, isso tem haver com igreja, amigos, família de origem e outros relacionamentos. Você sabe quais são as duas palavras mais poderosas na vida do casal? Alguns falariam: amor e respeito? Não! Perdão e misericórdia também não. As duas palavras mais poderosas na vida de um casal é conta comigo, isso tem a ver com cooperação.

 

  1. Tolerância.

A convivência matrimonial é o meio ideal para se aprender a flexibilidade e tolerância. É fundamental que o cônjuge aprenda a respeitar a opinião dos outros. São os pontos vista divergentes entre os cônjuges que dão validade para resolver os desafios do dia a dia as opiniões diferentes quando respeitadas, não levam ao desastre, mas sim enriquecem o que aprendi a conviver com elas.

 

  1. Submissão.

A submissão mútua é um aspecto negligenciado na ética cristã, a luz da palavra de Deus os cônjuges devem subordinar-se um ao outro, Efésios 5.21 diz assim: “Sujeitai-vos uns aos outros em amor”; eu acho muito legal quando pergunto para um casal, quem é que manda lá? A mulher responde: eu ou o marido diz: eu não.

É muito legal, as vezes eu pergunto assim para alguns casais: Na sua casa quem manda? Ai então ela e ele diz: lá em casa quem manda é o amor. Sempre que o amor é quem manda, quem determina, cada um cumpre muito bem o seu papel, aí então o casal cresce de forma saudável e sustentável.

O próximo dever mútuo no casamento é:

  1. Diálogo.

Diálogo franco e sincero, o matrimônio vive do diálogo dos cônjuges, o silêncio pode se tornar uma arma terrorista que destrói o lar, o silêncio pode ser uma forma de expressar a indiferença e isso mata, o contrário de amor não é ódio é indiferença. Não deixe bloquear os canais de comunicação a vida do casamento passa por eles, sem diálogo não há casamento saudável. Vou repetir o que eu digo sempre: O divórcio sempre é precedido pela morte do diálogo.

  1. Perdão.

O perdão é a humildade para admitir erros e prontidão para confessar pecados num diálogo aberto são os elementos especificamente cristãos que enriquece o matrimônio, e o tornam uma verdadeira escola de fé, arrependimento e perdão.

Hoje eu entendo o por que Jesus deu aquela resposta para Pedro, quando Pedro perguntou: até sete vezes eu devo perdoar meu irmão? E Jesus disse: Não Pedro, não é até sete vezes, mas setenta vezes sete, ou seja, 490 vezes por dia. Sem perdão é impossível conviver. Casamento é para quem aprendeu a arte de perdoar, o perdão sustenta o diálogo, o diálogo sustenta a unidade e é na unidade do casal que está a força.

Que você tenha sabedoria e discernimento  para ter um casamento abençoado  e maturidade para enfrentar todos os desafios que aparecerem durante a viagem conjugal.

3 mudanças radicais que o casamento exige

Como escrever uma história de vida a dois, digna de ser contada pelos filhos e netos? Casamento não é difícil, o difícil é permanecer casado e feliz. Por que muitas pessoas têm tudo para viver um casamento feliz, alegre e não vivem? Por que essas pessoas não entenderam que “casamento exige mudanças radicais”. Isso é  importante para você que já casou ou para quem ainda vai casar.

Casamento implica em mudanças radicais vamos abordar 3 delas.

1a) Deixar o útero do lar dos pais para nascer como marido/esposa.

A Bíblia diz em Gênesis 2.24 “Por isso deixa o homem seu pai e a sua mãe, e se une a sua mulher”, por isso deixa, esse deixar tem três aspectos importantes.

  • Deixar geográfico
  • Deixar emocional
  • Deixar financeiro

Aqui está o segredo para começar bem a escrever uma história de amor a dois, digna de ser contada. Deixar o espaço geográfico. Você se afastará dos seus pais, vai deixar a casa deles, porém nunca irá abandoná-los!

Você já ouviu aquela frase “Quem casa quer casa?”.

Outro dia um pai disse assim para mim:

– A minha filha vai se casar e eu tenho uma casa grande, na minha casa tem vários quartos, minha casa vai ficar vazia quando a minha filha se casar, será que não seria interessante ela vir morar na minha casa junto com meu genro?

Eu respondi:

– Não.

Deus é o idealizador do casamento, e quando Deus criou o casamento ele deixou claro, por isso “Deixa o homem seu pai e a sua mãegeograficamente, quem casa quer casa, e complica muito, logo no início do casamento, morar com os pais. Por isso eu sempre aconselho os casais de noivos que tenham a casa deles, o canto próprio e o espaço do casal. Isso é muito importante para o amadurecimento, para o crescimento dele como marido e dela como esposa. Isso é o deixar geográfico, “Quem casa quer casa.”

Deixar emocional: Vocês sabiam que algumas pessoas, são emocionalmente dependentes dos pais e isso costuma trazer sérios problemas depois do casamento? São pessoas que se casam e não conseguem cortar o cordão umbilical de dependência dos pais. Isso gera problemas, e isso provoca muitos conflitos. A partir do casamento o marido deve ser a provisão emocional principal da esposa e vice versa.

Deixar financeiramente: Qualquer pessoa que decide casar precisa ter condições financeiras para sustentar a nova família. Falando para o homem: A mulher pode e deve ser auxiliadora do marido. Até financeiramente, porém o provedor é o homem. A responsabilidade repousa sobre o marido.

2a mudança radical) Assumir a família do outro, como parte da história que vão escrever.

É impossível casar sem levar a família do outro junto? Não. Casamento é como comprar um CD, em que você gosta de uma música só, mas leva as treze para casa. Não tem como casar com ela e não se casar com toda a família dela. Não é possível se casar com ele, e não levar toda a família dele.

Como você trata os pais e a família do seu cônjuge?

Pergunto: Qual é a família que não tem pessoas difíceis? Qual é a família que não tem pessoas problemáticas? Qual é a família que não tem uns “malinhas sem alça com a rodinha quebrada”?

A questão não são eles! É você!

A Bíblia não diz: pague o mal com o mal, mas:

“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Rm 12.17, 21)

Tenha os olhos de Jesus, tenha um olhar carregado de graça. E graça é tratar o outro muito melhor do que ele merece ser tratado; é tratar com outro como a gente espera ser tratado, é tratar o outro como Deus nos trata todos os dias,

3a) Compartilhar a vida com o outro respeitando as diferenças.

Se não compreendermos, não reconhecermos e respeitarmos as diferenças, construímos o nosso próprio inferno. Estou casado há trinta e três anos, a minha vida é uma benção. Minha esposa e eu vivemos maravilhosamente bem, não porque somos perfeitos, é porque nos casamos com uma predisposição de um respeitar ao outro nas suas diferenças, de um perdoar o outro sempre  que necessário e ter paciência com o outro, porque nós somos diferentes.

A minha esposa foi educada de uma forma bem diferente da minha. No casamento nos comportamos como fomos educados. Suponhamos que ele veio de uma família muito bem estruturada, funcional, abençoada, cristã, que ele cresceu em um ambiente saudável, foi mimado pelo pai e pela mãe que cantava louvores a Deus, ninguém gritava naquela casa. Ele estudou em uma escola evangélica, sempre foi tratado com honra, respeito e dignidade. Porém ela não. Pois nasceu e cresceu  em uma família disfuncional, o pai era viciado em bebida alcoólica, a mãe não tinha juízo e formavam um casal desestruturado. Foi nessa família que ela cresceu. Quando ela tinha dez anos, o pai traiu a mãe e foi embora de casa deixando ela, a mãe e os irmãos abandonados. Eles cresceram de forma desorganizada, em uma família onde as palavras eram de maldição e praga. Usavam palavrões e ela cresceu nesse ambiente conturbado, quando, aos 20 anos, ela conheceu Jesus,  entendeu o evangelho e, aos 21 anos de idade encontrou-se na igreja com aquele rapaz de vida certinha. Eles namoraram, noivaram e casaram.

Diante desse passado e educação, será que ele pode exigir dela a mesma compreensão do evangelho que a dele? Eles têm o mesmo nível de maturidade cristã? A mesma percepção de fé? Ele pode cobrar dela o mesmo comportamento de alguém que nasceu numa família bem estruturada, abençoada? Não!

Esse marido vai precisar de muita paciência. Isso sem contar que, além das diferenças de origem e educação, homem e mulher são diferentes, o temperamento é diferente, a maneira de perceber o mundo e de interpretar a vida é completamente diferente. Por isso o matrimônio deve escrever uma história de amor, compartilhando a vida com o outro respeitando as diferenças, por isso o apóstolo Paulo diz:

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece […] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1Co 13.4, 7)

 

Frigidez é o nome dado a um problema sexual feminino caracterizado pela indiferença em relação ao estímulo sexual e pela consequente incapacidade para atingir o orgasmo.

É natural sentir o desejo sexual. Se a pessoa não tem um problema físico, não está em depressão ou em grave tensão emocional, a resposta ao estímulo deveria ocorrer. Se não ocorre é porque há  algum mecanismo de inibição. O mecanismo neurológico é constituído  de tal maneira, que pode ser “desligado” quando o cérebro “decide” que não quer mais sentir prazer.

A mulher não tem consciência de que seja ela a responsável pelo que ocorre. As causas podem ser várias. Uma das hipóteses é que trata-se  de desejo primário, isto é, uma pessoa que nunca sentiu o erótico, nunca praticou o auto-erotismo. Não sente atração por ninguém. A pessoa está como que assexuada. O sexo não faz parte da sua existência. É mais provável que esta reação seja provocada por causas remotas, como o medo do que significa um sucesso sexual, o medo do desaponto, o temor da intimidade ou um conflito edipiano não resolvido (o pai é visto no marido, inconscientemente, o que não permite aproximação pelo temor ao incesto). A associação do sexo com o feio, negativo e culposo pode, também, pode ser uma das causas. A criança, dependendo de  como é tratada, aprende de berço a se sentir culpada e reprimir seus impulsos sexuais.

A cura está na  pessoa desaprender o que assimilou de errado, e aprender o que a Bíblia fala sobre a beleza do sexo e sua importância para a vida do casal.

Deus tem um bom senso de humor.  Se não, nunca teria juntado pessoas tão diferentes na instituição sagrada que chamamos “casamento”.

*o introvertido casa-se com a “vida da festa”

*o “dorminhoco” se junta àquela que acorda com os pássaros

*ele esmaga o tubo de pasta de dentre; ela faz carinho no tubo para persuadir a pasta a sair

*ele coloca o papel higiênico para sair de cima, ela de baixo

*ele quer dormir com a janela aberta e o ventilador ligado, mesmo no inverno; ela usa 2 cobertores mesmo com a temperatura 35 graus

Infelizmente, nem todos acham graça nas  diferenças que existem entre o casal casado.  Pior, às vezes diferenças como estas levam alguns casais à conclusão de que são “incompatíveis”.  Logo nos primeiros anos de casamento ficam desiludidos, frustrados, decepcionados.

Não tem que ser assim.  Para valorizarmos a individualidade de cada um,  precisamos entender  o propósito divino por trás das diferenças entre nós.  Além disso, precisamos aprender a aproveitá-las para tornar o casamento ainda mais forte.  Deus chamou o homem e a mulher para se completarem, não para competirem entre si!

 

Por que as Diferenças?

Para entendermos este “senso de humor divino” que une pessoas tão diferentes, precisamos voltar para o estabelecimento do casamento dentro do plano de Deus.  Em Gênesis 2:15-24 descobrimos alguns princípios importantíssimos que explicam por que o ditado “opostos se atraem” é verdade para tantos casais.

  1. O homem precisava de ajuda para realizar sua tarefa no Jardim. Quando Deus fez o homem e o colocou no Jardim do Éden, deu-lhe a tarefa de cuidar e cultivá-lo (Gn. 2:15).   Mas logo em seguida Deus declarou que a situação do homem sozinho “não era bom” (2:18).  Esta é a única vez em 6 dias de criação que Deus fala que algo não era bom.  Em outras palavras Deus disse “Não dá! O homem não consegue realizar tudo que eu quero na Terra.  Está faltando alguém.”

O que faltava foi a mulher, Eva.  Em Gn. 2:18b e 20 ela foi chamada de “auxiliadora idônea”.  Infelizmente muitos têm torcido estes termos para fazer da mulher-esposa uma espécie de capacho eficiente.  Nada pode ser mais longe da verdade.

O termo “auxiliadora” não significa “escrava”– alguém para lavar roupa e preparar comida.  A mesma palavra hebraica foi usada de uma outra Pessoa no Velho Testamento– Deus!  O termo se refere a Deus como nosso “Auxílio” (Sl.33:20), “Amparo” (Sl. 115:9-11) “Socorro” (Os. 13:9) e “Ajuda” (Dt. 33:7). Seria difícil imaginar um termo mais nobre.  Pela sua graça, Deus colocou um representante de Si mesmo ao lado do homem–um auxílio e amparo que ajuda-o em todas as necessidades.  Assim é a esposa para o homem e, por implicação, o homem para sua esposa.

  1. Deus criou a mulher para completar o que faltava no homem, e vice-versa. O outro termo, “idônea”, literalmente significa “conforme o seu oposto”.  Em outras palavras, a mulher corresponde ao homem mas também completa o homem.  Ela é o que ele não é, faz o que ele não faz, supre o que ele não tem, e vice-versa.   Assim como os dedos de duas mãos se entrelaçam, homem e mulher juntos  “fecham” as respectivas lacunas na vida de cada um.

 

Como Aproveitar as Diferenças?

Um dos segredos de um bom casamento não é que os dois eliminam as diferenças entre si com o passar do tempo.  A chave é saber trabalhar as diferenças!

Um exemplo da biologia ilustra este princípio.  Dizem que quanto mais diversificados os genes, mais forte se torna a espécie.  Isso pelo fato de que quando dois animais com genes semelhantes cruzam, tendem a reforçar as fraquezas na espécie.  Mas a diversidade genética enriquece e fortalece a cria, pois genes prejudiciais são contrabalançados por genes bons.

O casamento é assim também.  O casal esperto sabe aproveitar as diferenças entre si para ministrar um ao outro justamente nas áreas de fraqueza ou falha.  Por exemplo:

*Uma esposa extrovertida ajuda seu marido tímido em situações onde ele se sente desconfortável

*Um marido que não enxerga bem à noite deixa que sua esposa dirija o carro de volta para casa

*Uma esposa com muita capacidade de discernimento usa seu “sexto sentido” para advertir o marido contra maus negócios

*Um marido menos acadêmico conta com a ajuda da sua esposa estudiosa para preparar sua aula de escola dominical

Poderíamos multiplicar exemplos, mas o ponto está claro: O casal sábio aprende cedo a trabalhar as diferenças entre eles para fortalecer e não enfraquecer seu lar.  Este casal sabe que as diferenças foram criadas por Deus não para criar competição, mas sim complementação em casa.  “Quando sou fraco, então ela é forte, e quando ela é fraca, eu sou forte”.

 

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Extraído do site Palavra e Família, em 6 de março de 2019. http://www.palavraefamilia.org.br/site1/index.php?option=com_content&view=article&id=402:trabalhando-as-diferencas&catid=103&Itemid=100246

 

 

Como ajudar os homens a compartilhar seus sentimentos

 

Compreendendo a necessidade do homem de controlar suas próprias emoções

 

O Dr. Ken Druck sugeriu algumas maneiras em que os homens tendem a parecer emocionalmente desligados e no controle de suas vidas, os homens têm uma natureza criada por Deus diferente da mulher propositalmente. Os homens racionalizam de uma forma única, um curso de inação, dizendo a si mesmos:

 

  • “O que vai adiantar conversar sobre isso? Não vai mudar nada!”

 

  • Os homens se preocupam interiormente, mas raramente enfrentam o que realmente sentem.
  • Os homens escapam para novos papéis ou se escondem atrás de papéis antigos.
  • Os homens assumem a atitude de que os “sentimentos” passaram e os deixam de lado como não sendo importantes.
  • Os homens se mantêm ocupados, especialmente com o trabalho.
  • Os homens podem transformar um sentimento em outro, ficando bravo em vez de experimentar mágoa ou medo.
  • Os homens negam sem rodeios o sentimento.
  • Os homens deixam os sentimentos em compasso de espera – colocando-os numa pasta do fichário e esquecendo sob que título foram classificados.
  • Os sentimentos são confrontados com drogas e álcool.
  • Os homens são excelentes cirurgiões. Criam uma’ “ponte mental” para substituir os sentimentos por pensamento e lógica.
  • Os homens tendem a deixar que as mulheres sinta por eles.
  • Os homens por vezes evitam situações e pessoas que suscitam neles certos sentimentos.
  • Alguns homens adoecem ou se comportam descuidadamente e se ferem a fim de ter uma razão para justificar seus sentimentos.

 

Muitos homens são ameaçados por sua expressão de emoções ou quando você fica “emocional”. Mas sabe por quê?

A maioria dos homens foi criada para achar que é responsável por “consertar” as coisas, porém como consertar os seus “sentimentos”?

É difícil ser orientado para solução na área dos sentimentos.

 

Frequentemente, quando o homem vê a esposa aborrecida, pode culpar-se por ser a causa da dor dela. Mas em vez de agir de maneira compassiva e terna para com ela, talvez ele se zangue com ela por fazê-lo sentir-se tão mal a seu próprio respeito! Os homens temem que uma vez que você fique “emocional”, permaneça assim para sempre e ele não consiga fazer nada para conseguir que você pare. E lembre-se, quando se sentem incapazes de expressar seus sentimentos, muitos homens preferem se expressar sexualmente.

 

Sendo ouvintes confiáveis e encorajadoras

 

Infelizmente, tenho visto mulheres impedirem seus maridos de compartilhar. Se o marido finalmente se abre para a mulher, e o que ele diz é diminuído, contado aos outros, ridicularizado e rejeitado, ele se fecha definitivamente. Segurança, aceitação e apoio são essenciais para o homem se abrir. Ele quer que o que foi compartilhado seja usado a seu favor, não contra ele. A confiança é uma questão importantíssima.

Ocorre um distanciamento entre marido e esposa quando as mulheres discutem abertamente com as outras:

 

 

  • questões íntimas que acontecem entre elas e seus maridos;
  • finanças;
  • como ele se sente com relação aos pais; e
  • com o que se preocupa no trabalho.

Não espalhando o que foi compartilhado

Lembro-me de que um marido me disse: “Eu estava numa reunião com minha esposa e ela falou abertamente de um assunto que levei semanas para contar a ela. Como estava zangada comigo naquela noite, fez uma piada com o que eu disse. Fiquei muito sem graça. Fiquei magoado e zangado com ela”. Se ela contou aquilo, o que aconteceria se eu tivesse me aberto de fato? Não quero que nada seja usado contra mim. Nunca mais.”.

 

Você não precisa resignar-se a viver com um homem inexpressivo. Tornar-se fatalista não é a resposta. Também não estou falando em se divorciar dele.

“Não se preocupe tanto por os homens não expressarem sentimentos. É assim que eles são!” Se você ouvir essa desculpa, não dê ouvidos. Os homens têm a tendência de ser assim, mas podem mudar. Desafios ou censuras não funcionam.

 

Convites cuidadosamente expressos funcionam. Os homens, de fato, reagem inicialmente a perguntas que suscitam respostas baseadas em fatos. É mais fácil o homem contar à esposa o que ele faz no trabalho do que como se sente a respeito disso.

 

Ele pode contar como se saiu nos esportes ou na escola quando era garoto mais facilmente do que como se sente a respeito do que faz agora. Mas começar com os fatos é uma introdução aos seus sentimentos.

 

O homem precisa de sua ajuda no processo de se abrir. Ele precisa ver seus pedidos para que compartilhe como uma participação na vida dele, não uma intrusão. Ele precisa ver que você não quer conhecer os sentimentos dele para usá-los contra ele, mas para envolver-se mais intimamente com ele. Ele precisa ver que seu desejo não é de controlá-lo, mas de partilhar com ele. Ele precisa conhecer a extensão do seu cuidado para com ele e saber que você o apoiará e guardará para si o que for dito.

 

Aprender a proteger seu relacionamento, com confidências e segredos do coração do seu parceiro é fundamental para que não haja a quebra da confiança. Portanto, ame, cuide e discirna o momento e a hora certa para melhorar sua intimidade e aumentar a confiança entre vocês.

 

 

Escrito por:H. Norman Wright

Editora: Bom Pastor

É possível duas pessoas almoçarem, jantarem e dormirem juntas e não serem íntimas? Por que muitos casais não crescem em intimidade? Muitos casais ainda não sabem o significado de “os dois serão uma só carne”. A vida a dois, é um processo gradual. É necessário falar de intimidade antes de falar de sexo. Muitos casais estão praticando o ato conjugal (sexo), sem intimidade. Bárbara Russel Chesser em seu livro, O mito do casamento perfeito, escreveu: “Quando os cônjuges são capazes de buscar um ao outro e expressarem-se com eficácia nas áreas não sexuais do casamento, que são menos carregadas de emoção, essas aptidões fluirão para dentro da área mais sutil, mais emocionalmente explosiva da comunicação sexual”.

1.Um bom casamento produz relacionamento sexual com qualidade e não ao contrário. Antes de o marido aprender a abrir a porta do quarto para esposa, precisa abrir a porta do restaurante, puxar a cadeira e servi-la na mesa. Um bom casamento não começa e nem termina no quarto.

2- Por que muitos casais não crescem em intimidade, e nem se ajustam sexualmente?

A influência negativa da mídia. As pessoas são bombardeadas com mensagens que as levam a pensar que são “doutores” no assunto e não precisam aprender, crescer e melhorar. Quando o casal não admite que tem falhas acaba fingindo que são bons amantes.

O conceito errado sobre o sexo.

Primeiro conceito errado: associar sexo ao pecado (Hb.13:14).

Segundo conceito errado: é ver a prática do ato sexual como um mal necessário (Gn 1:27 e 31).

  1. Removendo os obstáculos para a felicidade sexual.

Muita crítica e ausência de apreciação, elogio. Crítica excessiva bloqueia o processo de crescimento da intimidade. O elogio faz florescer a intimidade entre o casal (Pv 31).

 

Acúmulo de ressentimentos. O tédio conjugal é quase sempre a máscara que esconde um mundo de ira e de ressentimentos que jamais foram expressos abertamente, por que as pessoas não andam na luz. Só os que andam na luz são capazes de dizer a verdade em amor, o caminho para a cura dos ressentimentos é o perdão.

 

Falta de comunicação. Não há intimidade sem comunicação, e sexo sem intimidade é um relacionamento meramente superficial.

 

Desconfiança mútua. Ciúme é sinal de complexo de inferioridade e auto-imagem deficiente. Quando a pessoa não é capaz de confiar em ninguém, principalmente no cônjuge, é porque além de querer controlar e não confiar em Deus, isso bloqueia a intimidade sexual.

 Insegurança quanto a aparência física. Quando se tem um conceito negativo do corpo, por causa dos padrões que se estabelecem na sociedade onde os valores são invertidos. A autorrejeição é um dos males mais comuns de nossos dias. Os Homens se preocupam com o tamanho do seu pênis e as mulheres com o tamanho dos seios. Algumas pessoas se concentram durante o ato sexual nas próprias imperfeições físicas, e por isso perdem o prazer. A cura para a insegurança quanto a aparência física, pode estar no casal aprender a apreciar mais um ao outro fisicamente (Ct 7:1-10).

  1. Cultive comunhão vertical e horizontal.

“Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (1Jo 1.7)

A comunhão é relacionamento íntimo, que se torna um prazer construído na proporção em que se caminha na luz. Quanto mais o homem se aproxima de Deus, melhor ele compreende o seu próximo. Os que andam na luz conseguem olhar para o outro pela perspectiva divina. Observe que as pessoas com uma espiritualidade sadia conseguem se relacionar com os diferentes sem crise. Preconceito, racismo, pré-julgamento são evidências de um coração que ainda não compreendeu o que significa andar na luz.

 

  1. Ouça, leia e viva as Escrituras, pois estas atividades são necessidade vital do homem interior.

“Portanto todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será  semelhante ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha”. (Mt 7:24)

Tudo o que o homem precisa saber para ser espiritualmente sadio, pode ser encontrado no Sermão da Montanha. O conteúdo de todo o sermão, são princípios para a construção de um projeto de vida segundo a vontade de Deus. Jesus afirmou através de uma parábola: “Se vocês ouvirem e praticarem o que estou ensinando, podem ficar tranquilos, ainda que venha a tempestade e soprem os ventos, a casa não vai cair, pois foi edificada sobre a rocha”. Lembre-se, não bastar ouvir ou ler, o segredo está em praticar.

 

  1. Tenha uma vida de oração disciplinada..

“Ora, quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém, e três vezes no dia se punha de joelhos, orava e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.”. (Dn 6:10)

Quatro razões porque devemos cultivar uma vida disciplinada de oração:

  1. a) A oração é o termômetro que mede a nossa  vida espiritual.
  2. b) A oração aprofunda a nossa comunhão com Deus.
  3. c) A oração é a forma mais sublime de adoração, por isso, quem não ora ainda não aprendeu a adorar.
  4. d) A oração faz com que o cristão seja corajoso, ousado, paciente e santo.

Nada gera mais temor em nós do que a Palavra de Deus e a oração. Do início ao fim da vida de Daniel em Babilônia, vemos um homem que fez toda a diferença como sal e luz naquela terra (Mt 5:13,14)

 

  1. Tenha sempre um parceiro de oração.

“Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona”. (At 3:1)

Quando duas pessoas se unem com o propósito de orar, essa unidade movida pela oração tem implicações no mundo espiritual que vão além da nossa capacidade de dimensionar. É sempre bom ter pessoas que ajudam a nutrir sua fé e que sabem servir o amigo em tempo de crise. A Bíblia diz que o cordão de três dobras não se quebra com facilidade (Ec 4:12).

 

  1. Seja um adorador que mantém o coração conectado com o Senhor da qualidade de vida – Jesus.

“…adorai ao Senhor na beleza da sua santidade”. (2Cr 16:29b)

Quem ainda não aprendeu a adorar, nunca experimentou uma espiritualidade sadia. É na adoração que o homem reconhece a sua pequenez diante da grandeza do seu Senhor. É na adoração que o homem deixa extravasar o seu sentimento de gratidão. É na adoração que o cristão afirma que Jesus é o Senhor de sua vida.  Davi, como um homem segundo o coração de Deus, sabia o valor e o significado da adoração. Foi ele quem disse: “Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou”. (Sl 95:6) “Exaltai ao Senhor nosso Deus e adorai-o no seu monte santo, pois o Senhor nosso Deus é santo”. (Sl 99:9)

 

  1. Mantenha seu compromisso com uma vida de santidade.

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação;…” (1 Ts 4:3)

A falta de compromisso com a santidade é um forte sintoma de que a vida espiritual não vai bem. O cristão deve crescer em santidade, este é o propósito da ação do Espírito Santo em nossas vidas. Sem santidade ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Foi Jesus quem disse: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus”. (Mt 5:7) Deus é santo, por isso tudo o que se relaciona com Ele deve ser santo, inclusive eu e você. (1Pe 1:16) Quando Isaías contemplou a pureza absoluta da santidade de Deus e do seu caráter, brotou nele uma convicção esmagadora da sua própria impureza (Is 6:5). Espiritualidade sadia deve se manifestar pelo desejo intenso de viver uma vida de santidade crescente.

 

  1. Diga sempre não ao pecado, pois ele é a principal causa da estagnação e perda da vitalidade espiritual.

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”. (Rm 6:12)

O pecado é a principal causa da estagnação e perda da vitalidade espiritual. Pecado é tudo o que compromete a  comunhão com Deus, com o corpo de Cristo que é a igreja e trava a vida espiritual. Está escrito: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is 59:2). O apóstolo Paulo preocupado com a vida espiritual da igreja em Roma, escreveu: “Pois sabemos isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado; …” (Rm 6:6)

 

  1. Procure cultivar sempre uma vida permeada pela presença de Deus.

“Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e aprender no seu templo”. (Sl 27:4)

Quando falo em vida permeada pela presença de Deus, isto pode ser traduzido em devoção à Escritura, intimidade em oração e em comunhão com os santos. A presença de Deus deve se manifestar em tudo o que fazemos para o louvor e glória do seu nome.

 

  1. Viva como filho do Rei e não como um súdito.

“…porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. (Rm 8:14)

A primeira tentação do diabo no deserto sobre Jesus foi lançar dúvida em seu coração quanto à sua filiação divina: “O tentador chegou-se a ele e disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3). Jesus o venceu com a Palavra (Mt 4:4). Muitos cristãos não estão vivendo o propósito para o qual Deus os criou, porque ainda há dúvida quanto à sua filiação divina. Se você nasceu de novo e se tornou templo do Espírito Santo, você é filho de Deus e deve viver com essa convicção (Jo 1:12).

 

  1. Tenha um coração de servo. Servir é uma atitude de quem experimentou a libertação do espírito de orgulho.

“Não sejais vagarosos no cuidado, mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor”. (Rm 12:11)

A saúde espiritual de um cristão pode ser aferida na sua pré-disposição em servir. Jesus nos deixou o exemplo quando disse: “Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Mc 10:45) Nenhum outro gesto de Jesus marcou mais a mente dos discípulo, do que quando Ele assumiu a posição do menor escravo da casa e lavou os pés dos discípulos (Jo 13:5,6). Ao fazer isto, Jesus estava ensinando que no reino de Deus só serve aqueles que servem. Quem age assim demonstra viver uma espiritualidade sadia. Lembre-se, é impossível servir a Deus se não estamos servindo de coração ao próximo. (Lc 10:25-37)

 

  1. Viva como um vaso de honra na grande casa de Deus.

“De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra”. (2 Tm 2:21)

Deus usa um “vaso pequeno” mas não pode usar um “vaso sujo“. As vasilhas de prata e ouro, comuns na época em que esta epístola foi escrita, eram usadas em momentos especiais na casa, eram os “vasos de honra”. Porém aquelas que serviam para colocar o “lixo da casa” eram os “vasos de desonra”. O apóstolo Paulo, ao escrever ao jovem Timóteo, estava dizendo: “Seja uma vasilha separada para uso exclusivo do seu Senhor”.  Todos que desejam ser usados por Deus em tarefas especiais, devem buscar viver uma vida de santidade ao Senhor.

 

 

  1. Busque o equilíbrio entre o “ser” e o “fazer”.

“…a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra”. (2Tm 3:17)

Antes de servir aos homens é necessário ser aprovado por Deus. “Fazer” muito sem “ser” o que Deus quer que você seja é um “fazer” sem sentido. O cristão, quando ora e procura ouvir criteriosamente o que dizem as Escrituras, percebe o ser e o fazer como duas dimensões inter-relacionadas em sua vida. Por isso o ser é sua grande busca antes de fazer para Deus. Ao buscar o equilíbrio entre ser fazer há uma expansão do cristão entre racionalidade e espontaneidade, decisão e graça, piedade e praticidade, obrigação e alegria, fé e lazer. Isso podemos também chamar de maturidade.

 

  1. Procure sempre aplicar a si mesmo os princípios de vida espiritual que você passa aos outros

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4:16).

Não pode haver incoerência entre o que você verbaliza sobre o Evangelho e as suas ações na vivência diária. Um dos segredos da autoridade de Jesus ao ensinar, estava na coerência entre o que ele ensinava e o que ele vivia. A coerência é uma das evidências de uma  espiritualidade sadia. Ninguém se abre para ser influenciado, se não for convencido de que vale a pena confiar em quem está falando (2 Tm 3:14). A verdade pregada precisa ser acompanhada por uma vida que tenha um conteúdo que glorifica a Deus.

 

  1. Nunca permita que sua espiritualidade se torne meramente cerimonial.

“…tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também destes”. (2 Tm 3:5)

Quando é que a espiritualidade se torna apenas cerimonial:

  1. a) Quando começamos a fazer como os atores fazem, “representar”, fazer de conta que somos, disfarçando piedade;
  2. b) Quando passamos a usar um verniz religioso;
  3. c) Quando o nosso culto se torna uma “obrigação pesada”;
  4. d) Quando adorar já não é o nosso maior prazer.

O cristão precisa constantemente ser renovado, transformado, avivado e cheio do Espírito Santo. (Rm 12:1,2; Ef 5:18)

 

  1. Cresça em sua espiritualidade, isso faz iluminar a sua visão espiritual.

“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo,…” (Ef 4:15)

Quanto mais perto de Deus você chega, mais a sua visão é ampliada. Visão espiritual sempre foi o resultado do aprofundamento da intimidade com Deus. Os homens na Bíblia que tiveram profunda visão espiritual, foram aqueles que, à semelhança do apóstolo Paulo, aprofundaram a sua comunhão com Deus. Crescer em espiritualidade é buscar uma visão que falta para aqueles que caminham distantes de Deus.

  1. Cresça em sua espiritualidade, isso evita a “morte interior”.

“Ao anjo da igreja de Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas. Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, mas estás morto”. (Ap 3:1)

A morte interior pode ser caracterizada pela “desmotivação crônica” ou por uma “fé superficial por longos períodos”. O que muitos não sabem é que uma escassez prolongada de realização intensifica a “morte interior” de pessoas em qualquer função, principalmente aquelas que são ativas na obra do Senhor. O segredo para que isso não aconteça é buscar sempre “renovação e crescimento espiritual”.